2 Tipos de Arquivos Inesperados Onde Vírus de Computador Podem Existir (E Eles Não São .EXE)
Há um mito comum circulando na web: desde que um arquivo não tenha a extensão EXE (“.exe”), você pode abri-lo sem pensar duas vezes. Este argumento tem uma falha significativa e não considera o comportamento dos programas que abrem os arquivos. Agora, vamos dar uma olhada em alguns tipos diferentes de arquivos onde os vírus podem estar presentes e discuti-los em detalhe.
Como Funcionam os Vírus Não-EXE
Em primeiro lugar, um arquivo não precisa ter a extensão EXE para ser executado. Arquivos de protetor de tela (SCR) e arquivos de lote (BAT) são bons exemplos disso, e você ainda encontrará muitos vírus com essa extensão até hoje.
Além dos arquivos executáveis, você também pode ter um vírus que manipula o programa que o abre, como arquivos de Ajuda do Windows (CHM) maliciosos. Um vírus CHM abrirá o programa de Ajuda do Windows e usará alguns de seus recursos para prejudicar seu computador. Dependendo de quão complexo é o programa, um vírus pode até coletar informações do seu computador e enviá-las para casa sem nenhum sinal de irregularidade. Todo vírus precisa de algum tipo de acesso à interface de programação de aplicativos (API) do Windows. Alguns programas oferecem algum nível de acesso (como o Microsoft Word) e podem realmente colocar seu computador em risco.
1. Vírus de Macro do Word
Um dos tipos mais comuns de vírus típicos é o vírus de macro do Microsoft Word. Ele cresceu a um nível em que até a Microsoft alerta sobre eles em seu próprio site. Um dos maiores ataques veio de um vírus macro conhecido como W97M/Melissa.A. Este vírus específico se entregaria em um e-mail que contém um anexo de documento do Word. Uma vez que o vírus é executado no Microsoft Word 97/2000, ele primeiro se enviaria do seu computador para todos os seus contatos de e-mail. Depois disso, o vírus se escreve no seu modelo normal (normal.dot) para que cada documento que você iniciar no Word fique infectado. Embora a maioria dos vírus seja perigosa, este vírus de macro específico representava uma ameaça muito pequena. Outra variante do vírus (Melissa.V) na verdade destrói documentos do Excel após procurá-los.

Para se proteger contra vírus como esses, seria prudente desabilitar macros. As versões mais recentes do MS Word já fazem isso por você e perguntam se você gostaria de habilitar macros ao abrir um documento desse tipo. A ameaça apresentada por esses vírus não deve ser subestimada, no entanto.
2. Vírus PDF
No ano de 2001, um novo tipo de vírus foi descoberto escondido em arquivos PDF. O aplicativo Reader da Adobe permite que PDFs executem arquivos executáveis incorporados, o que significa que há um vasto potencial com isso. No que diz respeito à devastação, esse tipo de vírus pode despedaçar seu sistema (e privacidade). Outro tipo de vírus PDF também executa um script incorporado, que também pode causar estragos em seu sistema.
Um desses vírus, conhecido apenas pelo nome de “Peachy”, o divertia com um jogo e então executava um arquivo VBScript assim que você vencesse. O documento PDF então enviaria cópias de si mesmo para seus contatos do Outlook.
A ameaça desses vírus foi minimizada pela atualização do Outlook em 2002, que detectou qualquer tentativa externa de acessar sua lista de contatos. O programa avisará você quando uma fonte externa tentar obter endereços de e-mail. A melhor forma de se defender contra vírus PDF é colocá-los sob escrutínio (como carregá-los no VirusTotal) e prestar atenção a quaisquer avisos do Outlook quando scripts não autorizados tentarem acessar sua lista de contatos.
A Ameaça Continua
A tecnologia está evoluindo rapidamente. Embora os vírus PDF e de macro do Word não sejam tão ameaçadores quanto costumavam ser, você não deve respirar aliviado ainda. Outros vírus tomarão seu lugar. A melhor coisa que você pode fazer é garantir que exerça um certo grau de prudência ao abrir arquivos enviados para você por e-mail. Se você tiver alguma dúvida, coloque-a na seção de comentários!